24 de fev. de 2014

Cãomicio no calçadão

 Cãomício no Calçadão 
Reunidos no calçadão central da Avenida Atlântica, entre as Ruas Souza Aguiar e Sá Ferreira, dezenas de cães participaram sábado à tarde de um comício autorizado, em princípio, pela Administração Regional de Copacabana. Eram cachorros das mais variadas raças e dos mais diferentes tamanhos, desde Pastores Alemães até miniaturas Pintcher. Junto ao meio-fio, no local da concentração, um carro-choque do Batalhão de Gatos, armados de unhas e dentes, garantia a ordem.
O primeiro a subir ao tablado, que era um engradado de refrigerantes emborcado, foi um Poodle branquinho, de rabinho cotó
- Nossos donos são irresponsáveis! - gritou ele
- Abaixo os donos irresponsáveis! - respondeu a multidão raivosa (embora toda ela vacinada)
- Todo poder aos cachorros! - prosseguiu veemente o Poodle branco, cujo focinho lembrava vagamente o de Jane Fonda, e que era tido, entre o Posto 6 e o Posto 4, como o líder inconteste do Dog-Power.
Em seguida pediu a palavra um Weimaraner azulado, de olhos tristes. Do alto do caixote, falou ponderadamente:
- Meus modos if... if... (estava chorando o coitado)... Meus modos refletem o do meu dono... Não quero mais passar vergonha sujando a calçada!
- Nós também não! - responderam em uníssono os manifestantes caninos. Lá do meio do povo, alguém latiu com voz de Pointer:
- Nossos donos precisam aprender que lugar de cachorro fazer suas "coisas" é em casa!
- Bravo! Apoiado! - concordou a cãonalhada.
- Pipi-dog! Queremos pipi-dog! - Puseram-se a ladrar as cadelinhas Basser, cinco ou seis, provavelmente da mesma ninhada. - Somos moças de família, e portanto temos direito a um lugar no apartamento, onde possamos fazer a nossa toalete em que os intrusos invadam a nossa  privacidade"
- Muito bem! Falou! Podem crer! - entoaram em coro os cinco Dobermans que moram no Edifício Chopin, um dos mais luxuosos de Copacabana, e que fazem pipi - vejam só a heresia! - na piscina do Copacabana Palace, que fica ali ao lado.
Agora, estava no tablado um musculoso Boxer, com sua cara abobalhada e seu tradicional bom coração.
- Senhoras e senhores - disse ele - sejamos objetivos. Desejo colocar em votação uma proposta simples, de três pontos, a qual, se aprovada, será encaminhada aos nossos donos, em forma de abaixo-assinado. Primeiro ponto:
- "Quero meu pipi-dog no apartamento"
- Apoiado! - gritou a assembléia
Segundo ponto: ... Mas, antes, para evitar tumulto, prefiro que os distintos companheiros, em vez de latirem, ladrarem, rosnarem e coisa e tal, balancem o rabo em sinal de aprovação. Aqueles que não mais possuem rabo poderiam uivar, mais docemente, pois uma de nossas preocupações principais há de ser a de não agravar a poluição sonora, de maneira a não indispor a opinião publica contra a nossa causa...
Todos balançaram o rabo, em silêncio. A questão do orador fora aceita. Ele então prosseguiu:
- Segundo ponto: - "Queremos fazer nosso cooper canino apenas no calçadão central da Avenida Atlântica..."
Rabinhos balançaram para lá e para cá: aprovado.
- Terceiro ponto: "É preferível que não nos levem à praia, onde involuntariamente causamos uma porção de doenças!"
Rabinhos alegres: de acordo.
- Desta forma - finalizou o Boxer - poderemos afirmar que somos felizardos e que temos donos educados!
- Nosso dono vai ser superlegal! - exclamou a assembléia, esquecendo a recomendação de só balançar o rabo.
Nessa altura, todos ali estavam com vontade de fazer cocô e pipi. Sendo assim, o Poodle branco decidiu dar por encerrada a reunião, recomendando que os manifestantes se dispersassem em ordem.
Mas nesse instante pulou no caixote um autêntico Vira-Lata, magrinho, de olhos famintos, as costelas aparecendo sob o pelo ralo, o rabo entre as pernas.
- Irmãos! - bradou ele, ou melhor, essa palavra num gemido - Irmãos! Todos somos irmãos! Todos os cachorros são iguais! Portanto, o verdadeiro problema não está no pipi-dog doméstico nem no pinicão de apartamento. O necessário é que todos nós, os de pedigrees e os da rua, os de raça e os vira-latas, tenhamos, todos. direito aos cuidados veterinários periódicos, à vacinação gratuita, à alimentação farta e balanceada, à coleira protetora com sua placa de identificação, aos banhos seguidos de talcos contra pulgas.. Viva pois a revolução! Todo o poder aos cachorros, sem distinção de raça, cor ou credo!
-Uh! Fora! - gritaram os cães de luxo, que pertencem todos, naturalmente, à Direita, e preferem que as coisas continuem como estão, no plano da justiça social. - Fora! Sarnento! Babão! Comedor de restos! Ralé!
A multidão de sócios do Kennel Club avançou na direção do anarquista, rosnando ameaçadoramente. Foi preciso que os gatos salvassem o Vira-Lata do linchamento inevitável, para o que o cercaram, dispersando a cachorrada com bomba de gás lacrimogêneo.


Em seguida, o Batalhão de Gatos levou o Vira-Lata para o lugar adequado a essa espécie agitador. Ele agora está sendo processado e é capaz de passar o resto da vida num canil-presídio. Acusação: trata-se de um CÃOMUNISTA.
 ROUBOCOPA

Estreou esta semana o filme Roubocopa, de José Padilha, o diretor de Troca de Elite 1 e da pornochanchada policial Troca Troca de Elite 2. Roubocopa é um remake e todo mundo já sabe como o filme acaba: ninguém vai preso! Misturando ação e corrupção, Roubocopa conta a história de um robô cibernético que é criado para substituir os políticos ineficientes que não sabem roubar direito e acabam sendo presos ou denunciados pela imprensa golpista.
A megalomaníaca produção da Odebrecht Goldwin Mayer custou mais de 200 bilhões de dólares, a maioria desviados da construção dos estádios da Copa no Brasil. A crítica ficou dividida mas, depois que o Roubocopa molhou a mão dos que não gostaram, os elogios foram unânimes.
Apesar de não ter assistido o filme (para não deixar influenciar a minha crítica isenta e imparcial), agora vou fazer um spoiler para sacanear os meus 17 seguidores e meio (não esqueçam que o Nelson Ned morreu mas continua vivo no meu coração). Roubocopa conta a história do Capitão Nascimento que, depois de ser metralhado pelas milícias, deu entrada num hospital do SUS. Ao examinarem o corpo do herói cravejado de balas, a junta médica rapidamente deu o diagnóstico:
- Ih, deu ruim!
O pobre Capitão Nascimento estava mais morto do que a oposição brasileira e o meu bilau. Mas graças aos avanços da Medicina (principalmente em direção ao bolso dos pacientes), o heróico militar foi salvo. Mas os médicos foram cautelosos e avisaram à família:
- Do jeito que tá, ser humano não dá pra ele ser mais… o máximo que a gente consegue é transformar ele num político.
O final da história todo mundo já sabe: Roubocopa se transformou numa máquina de roubar: se mudou para Brasília, se elegeu deputado da base aliada, casou com uma piranha que trabalha no Ministério da Pesca e os dois foram felizes para sempre!

9 de fev. de 2013

"CULUS EBRII NON HABET DOMINUM".

Com o aproximamento do maior evento esbaldeativo-etílico-festejatório-popular-esculhambático do Brasil, o famigerado carnaval, eu até poderia - no intuito de incentivar o bom funcionamento embriagativo e o melhor proceder álcool-encharcatório do folião contemporâneo -, vir a tecer aqui neste recanto bloguento, todo um modus operandi, através do qual o cachacista carnavalesco viesse a se espelhar e, assim, atuar dentro dos mais modernos preceitos biritistas que, em momices passadas, já pus em prática e me dei bem - Pelo menos, no tocante à integridade física do setor inferior traseiro da minha pessoa, mais precisamente o terminal do tubo digestivo.
Porém, como sei que neste quesito, todos vocês, meus pinguncistas leitores, têm quase tanta tarimba quanto este locutor que vos tecla, não vou ficar desfiando loas aconselhativas. Deixo somente grafado - Em caixa alta, para melhor fixação -, o lema internacional que todo e qualquer cidadão, em processo etilítico, precisa levar em consideração, para melhor passar quando a lombra lhe obnubilar o pensamento e dificultar os movimentos. Lema este que rola desde Roma antiga e, segundo dizem, foi cunhado pelo próprio deus Baco, em pessoa: "CULUS EBRII NON HABET DOMINUM".
E faço mais, traduzo-o para o português "Cu de bêbado não tem dono", para o inglês "A drunkard's ass is nobody's possession", e para o tupi "Sawe'yporà rewikiwarà n'i jarì"; para o melhor entendimento de vosmicês, que não manjam muito, ou nada, da língua de Sêneca e Agripina - outra que bebia até o fiofó fazer bico, conforme me relatou o catedrático Zé Maria Crocodilo.

22 de dez. de 2012

O Idiota e a moeda

Conta-se que numa cidade do interior um grupo de pessoas se divertia com o idiota da aldeia. Um pobre coitado, de pouca inteligência, vivia de pequenos biscates e esmolas.
Diariamente eles chamavam o idiota ao bar onde se reuniam e ofereciam a ele a escolha entre duas moedas: uma grande de 400 RÉIS e outra menor de 2.000 RÉIS. Ele sempre escolhia a maior e menos valiosa, o que era motivo de risos para todos.
Certo dia, um dos membros do grupo chamou-o e lhe perguntou se ainda não havia percebido que a moeda maior valia menos.
- Eu sei, respondeu o tolo. "Ela vale cinco vezes menos, mas no dia que eu escolher a outra, a brincadeira acaba e não vou mais ganhar minha moeda”.
Podem-se tirar várias conclusões dessa pequena narrativa.
A primeira: Quem parece idiota, nem sempre é.
A segunda: Quais eram os verdadeiros idiotas da história?
A terceira: Se você for ganancioso, acaba estragando sua fonte de renda.
Mas a conclusão mais interessante é: A percepção de que podemos estar bem, mesmo quando os outros não têm uma boa opinião a nosso respeito.
Portanto, o que importa não é o que pensam de nós, mas sim, quem realmente somos.
O maior prazer de um homem inteligente é bancar o idiota diante de um idiota que banca o inteligente.
Preocupe-se mais com sua consciência do que com sua reputação. Porque sua consciência é o que você é, e sua reputação é o que os outros pensam de você. E o que os outros pensam... é problema deles.

SÃO PAULO NÃO PODE PARAR! SE PARAR LEVA UM TIRO!

Ao contrário da minha vida sexual, o pau está comendo! A violência, a barbárie, as chacinas e as estatísticas de homicídio crescem assustadoramente trazendo alegria e prosperidade para os papa defuntos e fabricantes de caixão. Pelo andar da carruagem, quer dizer, do rabecão, não vai faltar presunto na mesa do brasileiro neste fim de ano.
São Paulo, por exemplo, se transformou na nossa Faixa de Gaza. Os paulistanos já estão até sendo chamados de paulestinos. O clima é de guerra e todo mundo está pensando em fugir da cidade menos o Maluf que não pode sair de São Paulo senão vai em cana. O governador Geraldo Takalmin, em entrevista coletiva exclusiva a minha pessoa, me garantiu que a violência está sob controle. Sob controle da bandidagem. Segundo os críticos de homicídio da Folha de São Paulo, a culpa é da organização criminosa PCC (Palmeirenses Contrariados com a Classificação) que não aceitam ter caído pra Segunda Divisão e agora querem quebrar tudo.
Para resolver o problema da violência, o prefeito Gilberto Kemssabe teve uma idéia genial: mandou mudar o nome dos bairros da cidades. O Morumbi vai virar Morimbundo, O tradicional bairro do Bom Retiro vai virar Bom Tiro. A região dos Jardins vai ser unificada e virar uma grande necróple: os Jardins da Saudade. Cambuci vai mudar de nome pra Cambucídio. A Vila Madalena vai passar a ser Vila Matalena e Perdizes agora vai se chamar Balas Perdizes.Aclimação vai vira Acremação. E o tradicional bairro oriental Liberdade vai se virar Condicional. Injuriado com o descaso das autoridades, o finado e saudoso governador Mario Covas, neste momento, deve estar se revirando no seu sobrenome.
 Eu não estranho o aumento da violência em São Paulo. Tudo em São Paulo é maior e o paulista não deixa por menos e gosta de ostentar. São Paulo é o estado mais rico da Federação, disparado. Disparado pelo PCC e pela ROTA. São Paulo tem a maior economia e os melhores restaurantes, só não tem mais a melhor pizza do país. A melhor pizza do Brasil, atualmente, sem dúvida nenhuma, é a da CPI do Cachoeira.
Só uma figura pode acabar com a violência no país. Um super herói de capa e mascarado, o magistrado Joaquim Barbosão, o Juiz Morcego. No seu histórico discurso de posse, o herói togado prometeu acabar com o preconceito e prender todos os bandidos que aterrorizem a população, a começar pelo Coringa, o Charada, o Pinguim, o Rei Tut e o Maluf. O Brasil está mudando e ainda bem que não é pra Argentina... Antes de Joaquim Barbosafro, os negros só entravam no STF pra serem condenados ou fazerem a faxina.

NOVOS TIPOS BRASILEIROS

O Brasil está mudando e, felizmente, não é pra Argentina. Antigamente os livros escolares mostravam os tipos típicos brasileiros: o boiadeiro do sertão, o caboclo da Amazônia, o gaúcho da fronteira, a baiana do acarajé e tudo isso sem falar do mitológico seringueiro, figura solitária que passava a vida embrenhado no meio do mato tirando leite do pau.
Mas isso é coisa do passado que ficou pra outrora... hoje a cultura brasileira está representada por novos tipos regionais que substituíram estas antigas figuras obsoletas. Por exemplo, agora temos a Mocréia de Ministério, que habita o cerrado do Planalto Central e a presidência de estatais. Horríveis criaturas que amedrontam as crianças e os empresários pidões, a Mocréia de Ministério se caracteriza por seu mau humor e penteado permanente e passa o dia dando esporro nos seus subordinados por qualquer coisinha. Por incrível que pareça, as Mocréias de Ministério conseguem se reproduzir. Tem que ser muito macho para encarar essas criaturas que só pensam em Poder. Poder sem PH.
Outro tipo característico do “zeitgeist” brasileiro contemporâneo é a Periguete do PT. No século passado, nas animadas festinhas do partido, estas criaturas ainda davam um caldo e eram famosas por sua militância, hábeis nos piquetes e nos movimentos de boca de urna. Por serem contra o capitalismo, as Periguetes do PT socializavam seus meios de reprodução com as lideranças do partido. Mulheres de visão, as Periguetes do PT conquistaram a simpatia dos petistas que iriam comandar o país no futuro e acabaram abocanhando outras coisas como chefias de presidência, viagens internacionais e cargos em comichões.
Mais um tipo característico dos tempos atuais é o X-9 das Gerais que só mesmo Guimarães Prosa seria capaz de descrever num novo livro “Grande Sertão Mutretas”. Este novo tipo de mineiro, ao invés de procurar pepitas de ouro e extrair diamantes nos córregos, prefere garimpar em partidos políticos, agências de publicidade e verbas públicas. Tipo matreiro e desconfiado, o X-9, quando se vê acuado no mato sem cachorro, acaba entregando todo mundo, sempre usando a sua infinita sabedoria popular : “ Um dia é da caça, o outro é do delator. ”
Sem querer fazer juízo, atualmente só um novo tipo brasileiro está empolgando os brasileiros: o Juiz do Pastoreio. Figura mítica de origem sofrida até hoje sofre de dor nas costas. Destemido e justiceiro, o Juiz do Pastoreio é o terror dos senhores de partido e dos sanguinários capatazes corruptos. Muitos não acreditavam no Juiz do Pastoreio: achavam que ele era uma lenda, coisa da imaginário. Só não imaginavam que o Juiz do Pastoreio, com sua dosimetria avantajada, fosse meter mais de 20 anos de cadeia na galera do mensalão.

10 de mai. de 2012

Asteróide Vesta é promovido à categoria de 'quase planeta'


Protoplaneta nunca se desenvolveu por completo, diz artigo na Science


O gigantesco asteroide 4 Vesta é, na verdade, um planeta que nunca se desenvolveu por completo - um protoplaneta. Seis artigos diferentes discutem as novas descobertas na próxima edição da revista Science, que será publicada nesta sexta-feira. A análise ajuda a compreender como se formaram os planetas do Sistema Solar.



Ficha técnica

VESTA

Nome: 4 Vesta
Descoberto em: 29 de março de 1807
Circunferência: 525 quilômetros
Localização: Entre Marte e Júpiter
Dados: Vesta foi o quarto asteroide descoberto, por isso o número '4' em seu nome. É um dos maiores asteroides do Sistema Solar e compreende 9% da massa do cinturão de asteroides entre Marte e Júpiter. É também o asteroide mais brilhante visto da Terra.

O estudo mostra que o Vesta é mais parecido com um planeta do que com um asteroide. O astro de 525 quilômetros de diâmetro tem a segunda maior massa entre os asteroides do Sistema Solar e só perde para o planeta-anão Ceres, também considerado um asteroide. Ambos se encontram no cinturão de asteroides que existe entre Marte e Júpiter. Vesta seria considerado um planeta-anão se não ficasse localizado em um cinturão de asteroides e tivesse o 'caminho livre' como Plutão.

De acordo com o estudo, 4 Vesta se formou durante os primeiros milhões de anos do Sistema Solar. Os cientistas acreditam que ele surgiu a partir de um amontoado de gases e poeira que restaram após a formação do Sol, há mais de 4,5 bilhões de anos, contendo materiais radioativos. O calor adicional teria feito o asteroide derreter, formando um núcleo de ferro e uma crosta externa de lava. Possivelmente, o quase-planeta sustentou um campo magnético, como o da Terra.

Os pesquisadores basearam-se em dados capturados pela sonda Dawn, da Nasa, a agência espacial americana. Segundo os estudos, 4 Vesta é a fonte de um tipo específico de meteoritos, chamado HED, que de vez em quando atingem a Terra.
Missão — Depois de viajar por cerca de quatro anos e percorrer 2,8 bilhões de quilômetros, a sonda foi capturada pela gravidade do asteroide e entrou em sua órbita no dia 15 de julho de 2011. Desde então, os cientistas puderam observar Vesta de perto. Os astrônomos descobriram, por exemplo, que a superfície do corpo celeste tem mais variação de cores do que a maioria dos asteroides. Em 2015, a sonda Dawn deixará a órbita de Vesta e partirá para estudar Ceres.